sexta-feira, 14 de março de 2008

O mal é que sou sincero

O meu mal é que sou sincero!

Não ganho nada com isso. Sei que nnca chegarei muito longe e que durante a vida vão se aproveitar dessa caracteristica.

Mas pelo menos ando de cabeça erguida e durmo bem...

Com Orgulho venho do 375... e não me esqueço!!!

Com Orgulho venho do 375... e não me esqueço!!!

Não me esqueço da pobreza!
Não me esqueço da fome que os outros putos tiveram e que felizmente nunca tive!
Não me esqueço dos copos rebolarem até á porta!
Não me esqueço de alguém trazer os baldes de água as costas!
Não me esqueço da Estrada da Circunvalação nº 375!

Não tínhamos muito mas tínhamos muito orgulho, muita honra e muito respeito!

Também me lembro do lenço vermelho e de me explicarem o que era...
É ele que encharca os meus olhos quando o fixo para escrever isto...

Não mudo!

Eu sei o que significam os versos do Ary...

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

Eu acredito na Utopia e claro em Homens de Barbas... Ainda ninguém me provou que estavam errados ou que desta forma é mais certa!

domingo, 9 de março de 2008

Mulheres

Porque ontem foi o dia internacional da mulher, aqui fica a minha homenagem a todas as que conseguem ser mães, mulheres, irmãs, colegas, primas, amantes, felizes, profisiionais e tudo o resto que não me lembro agora...

Para todas as Anas, Sofias, Ritas, Rutes, Cristinas, Saras, Marias, Andreias, Carlas, Manuelas, Patricias, Teresas, Monicas, Marianas, Joanas, Betas,......

A minha saudação especial.

Sinceramente eu não era capaz de ser tanta coisa ao mesmo tempo e de ainda ter paciência para aturar um tipo qualquer!!!

Beijos

P.S.

Aproveitem hoje, porque amanhã já vos trato mal outra vez....

Que País este...

Que País este...

Temos um governo socialista que consegue ter as maiores manifestações de protesto de sempre...

Temos um tecido empresarial cada vez mais precário e em que as maiores empresas cada vez têm os melhores resultados...

Temos cada vez mais licenciados e cada vez mais desempregados...

Temos cada vez menos jovens e cada vez menos apoios à natalidade...

Temos cada vez mais velhos e cada vez menos anos de reforma...

Temos cada vez mais crimes e cada vez menos policia...

Ou sou eu que maluco ou isto está tudo ao contrario!!!

domingo, 2 de março de 2008

Hipócritas

Somos todos uns hipócritas. Sim, todos.

Li esta semana um texto sobre a exploração feita pelos Espanhóis ás mulheres vindas de Marrocos para a apanha de fruta. Detalhadamente como eram escolhidas, examinadas, a chantagem emocional feita sobre os seus filhos, etc.

Também vejo por aí reclamações contra os Chineses. Que exploram as criancinhas, que não respeitam os direitos humanos, que não respeitam a vida humana, etc.

Vejo ilustríssimos membros da nossa comunidade a insurgirem-se contra isto. Vejo pessoas que se dizem preocupadas incomodadas com estes (normalmente) mails que vêm sempre de alguém que conheceu o primo de alguém que viu.

No entanto, continuamos a consumir os produtos dos senhores. Então a moral acaba quando chega á carteira?

Claro que ficamos todos muito chocados, mas preferimos sempre o brinquedo chinês 100 vezes mais barato.

É evidente que nos preocupamos com as senhoras de Marrocos, mas deliciamo-nos com os morangos que de lá vêm. São maiores, mais saborosos e muito mais baratos que os nossos.

Amigos, o Capitalismo compra tudo! E o mais fácil de comprar é a nossa moral!!!

O senhor das barbas tinha muita razão sobre os excluídos e sobre as classes. O que o senhor nunca imaginou foi que os excluídos se incluíssem tão facilmente e criassem classes ainda mais depressa…

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Infinitamente calmo

Hoje sinto-me calmo.

Esperando calmamente pelo que virá, sem grandes expectativas e sem grandes projectos...

Ou seja não me apetece fazer nada e fugi para o meu blog aproveitando a sesta do clã! Aguardo calmamente pelo jogo do SCP e pensando seriamente não tenho assim nada de muito importante para fazer...

Já tenho pouca paciência para ver filmes e podia ir fazer qualquer coisa para a cozinha... Esse local mágico onde meia dúzia de coisas que sozinhas não têm sucesso, juntas proporcionam momentos de grande prazer...

Sim, é isso mesmo! Vou fazer qualquer coisa doce. Tipo baba de camelo.... Huuuuuummmmmm

Lá se vai a dieta outra vez!!!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Aquele verso...



Tinha-se habituado a procurar as respostas no fundo dos copos de uísque ou de outra bebida com mais de 25% de álcool. Tinha como melhores amigos os barmens da cidade e por alguma razão qualquer, neste dia tinha decidido acabar com tudo e começar realmente a viver.

Como tinha sido possível passar assim tanto tempo? Porque é que tinha sido possível passar assim tanto tempo? Eram estas as perguntas que o atormentavam.

Saia decido! Era o fim de algo que não sabia se alguma vez tinha começado. Uma vida de mentiras e enganos. Uma vida de acordos tácitos, de favores nunca pedidos, de vontades nunca expressas!

Acabou!

Não queria mais a vida com alguém que quanto mais tempo passava menos conhecia. Estava determinado e apesar de não saber se resistiria a todas as pressões externas, era naquele dia que ia enfrentar todos os seus medos.

Afinal... "There's still time to change the road you're on" martelava na sua cabeça enquanto imaginava as escadas para o paraíso.

Eram essas as escadas que queria subir!



domingo, 17 de fevereiro de 2008

Tou doente

Estou doente. Sinto-me mal, dói-me a cabeça, tenho o corpo moído, que seca...

Coitadinho de mim!

Sou um bocado (muito) maricas e qualquer maleita ou dorzita faz me pensar que no mínimo vou morrer!!!

Enfim...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Um café e um mata-bicho...



"Bom dia António! Era um café e um mata-bicho..."

Dizia alguém torcido pela vida dura. Dura como o ferro que ajudava a fundir desde que se lembrava de ser gente. Nas mãos, eram claras as marcas dessa dureza. Entre os muitos cortes, feridas e outras marcas exteriores de dor física que se lhe reconheciam, ressaltava uma que lhe começava no interior do pulso esquerdo e terminava no começo dos dedos.

"Foi em 68 ou 69... Estávamos a fazer um molde e a ponte cedeu!!! Foi uma sorte... Pior ficou o Zé Quicas que ficou sem o braço... Oh António dá aí outro mata-bicho..."

Mas pior que a dor de fora, era o que lhe ia na alma que mais o fazia sofrer...

"Tu já viste! Anda um homem 30 anos a trabalhar para agora dizerem que tamos velhos e nos mandarem para casa?!? Então agora já não é preciso ferro? Dá mais os alugueres... António dá aí outro e mete na conta..."

Mas será que ninguém entende que a casa dele era ali? Que a vida não se pode esquecer ou apagar? Que ele preferia mil vezes morrer a ser enviado para casa como um invalido ou pior que isso como alguém que passou a vida a acreditar numa mentira?

Na altura, não percebia como era possível alguém começar a manhã a beber bagaço. Muito menos a quantidade que se consumia naquelas paragens. No entanto, com o tempo consegui encontrar algumas razões. Já não falo do hábito. Mas falo da forma de esquecer.
Melhor dito a forma de recordar. Recordar que ainda se existe. Recordar os que ainda cá estão. Recordar os que estiveram. E claro recordar o futuro que não existirá...

Obviamente que Homens assim não se compram nem se vendem!

Desculpem-me

Peço desculpas aos milhares de leitores que anseiam por actualizações mas não tenho tido tempo...

Vou procurar voltar ao hábito de actualizar diariamente este fantástico local de pensamento...

Sim, eu sei! O mundo não sobrevive sem estes magnificos posts...